05/05/2023 às 18h22min - Atualizada em 05/05/2023 às 18h22min

Violência no Ambiente Escolar

MINDS - Consultoria Educacional está acompanhando os trágicos acontecimentos recentes, relacionados à violência nas Escolas. Nestes últimos dias foi possível notar, através dos meios de comunicação, comportamentos que assustam a todos, em especial, dos que participam do ambiente escolar; alunos, pais e professores.
A frequente divulgação dos índices de condutas abusivas, que mais recentemente levaram a morte de inocentes, é inaceitável em qualquer espaço, quem dirá em um ambiente onde o objetivo maior é construir conhecimentos, informar e formar cidadãos. 
Diante dos fatos de violência e abusos, faz-se necessário revermos o respeito a 
honestidade e o cuidado. Acreditamos que todos possuem a capacidade de amar e nutrir. 
Nossa natureza se conforta ao dar e receber de forma enternecida /sentimental, pois como uma semente, precisa ser tratada, cuidada, alimentada para gerar bons frutos. 
Estimular comportamentos desde a tenra idade onde famílias e professores orientam suas crianças a observarem a necessidade do outro e se responsabilizarem por pequenos cuidados. Desenvolver junto aos pares, as crianças, adolescentes, jovens, metodologias sobre Ética e comunicação não violenta onde permitimos que venha a tona o que há de melhor em nós, para assim, no mínimo, criarmos um ambiente seguro e pacífico dentro das Escolas são partes do nosso objetivo.
Nosso desejo é que fatos como os das últimas semanas não precisem voltar a ocorrer para pensarmos nisto.
Contudo, além do trabalho em busca de uma cultura de paz, realizado por nossos estimados Professores e educadores, faz-se necessário a atenção para prevenção e defesa nos casos de ataques como os que vem acontecendo em nosso país. 
Normalmente esses ataques são rápidos (10 a 15 minutos) e os atiradores não apresentam um padrão de seleção das vítimas, apenas querem atirar e matar. 
A MINDS, baseada em orientações de especialistas brasileiros e estrangeiros, sugere alguns procedimentos para as escolas. Trata-se de “coisas” práticas que podem envolver toda a comunidade escolar. 
O Diretor de escola é o responsável, por iniciar o movimento de instrução da equipe para PREVENÇÃO de tais situações. Sendo assim:
1. Passe aos professores, funcionários e demais colaboradores as seguintes 
informações:
- Contatos e responsáveis da policia, guarda municipal, Secretaria da Educação, Diretoria de Ensino, hospitais próximos, Pronto Socorro, Bombeiros, etc.;
- Um sistema de notificação de emergência para alertar as pessoas dentro das instalações, órgãos de segurança pública e hospitais.
2. Reúna a equipe escolar, professores e funcionários:
- Levante sugestões para prevenção de ataques,
- Estude local que poderão servir de esconderijo, 
- Estude rotas de fuga seguras, em diferentes locais da escola;
- Instrua-os quanto a trancar ou travar as portas com chaves e na falta delas com móveis pesados. A cozinheira Silmara Moraes, usou um freezer para impedir a entrada de atiradores no refeitório da E.E. Prof. Raul Brasil e salvou a vida de mais de 50 alunos.
- Discuta como fazer barreiras com mesas, carteiras, cadeiras e outros móveis ou objetos;
- Discuta como treinar se esconder rapidamente ou tomar outras providências com os alunos pequenos, através de brincadeiras lúdicas tais como esconde 
esconde.
3. Após fazer o levantamento das ações preventivas, execute-as e estude como 
executar as mais difíceis;
4. Realize simulações e treinamentos;
5. Convide pais, alunos e membros da Associação de pais e Mestres, do Conselho de escola e do grêmio estudantil para estudar as propostas e como realizarão as mesmas.
6. Entre as providências, é fundamental investir :
- em vigilantes e guardas municipais,
- na inatalação de câmeras, alarmes, sistemas de controle de entrada,
- programas de conscientização e capacitação de professores, funcionários e estudantes para identificar comportamentos suspeitos, movimentos no entorno da escola, movimentos em redes sociais e comportamentos suspeitos de colegas (isolamento, bulling, idéias violentas, grupos que instigam violencia através de jogos e diálogos em redes sociais, etc),
- em combinados com pais, alunos adultos e adolescentes mais velhos para que informem movimentos no entorno da escola, movimentos em redes sociais e comportamentos suspeitos de colegas dentro ou fora da escola,
- projetos para promover saúde e bem-estar (físico e mental), esportes, artes e cultura,
- em acompanhamento psicológico ou encaminhamento de alunos para especialistas,
No caso da INVASÃO de um atirador, a primeira recomendação é a EVACUAÇÃO, caso de exista um caminho seguro de fuga, assim:
1. Tente manter a calma para transmitir segurança aos alunos. 
2. Tenha uma rota de fuga e planeje mentalmente o caminho, evite elevadores e prefirae as saídas de emergência;
3. Saia do local independentemente de os outros concordarem sair;
4. Não leve nada com você, deixe os pertences para trás;
5. Se possível, ajude os alunos e outras pessoas a escapar;
6. Impeça que as pessoas se aproximem ou entrem na área onde o atirador possa estar;
7. Mantenha suas mãos visíveis;
8. Sega as instruções do policial que encontrar;
9. Não tente remover pessoas feridas; os policiais e outros profissionais se encarregarão de fazê-lo
10. Ligue para a Polícia assim que for seguro.
Nem sempre será possível sair do local, então o procedimento a ser realizado é se ESCONDER.
● Encontre um lugar para se esconder, onde seja menos provável que o atirador possa encontrar. O esconderijo deve ficar fora da visão do atirador; fornecer proteção se disparos forem realizados em sua direção e permitir opções de movimento, sempre que possível.
● Proteja-se atrás de mesas ou objetos grandes.
● Apague as luzes e qualquer aparelho que faça barulho para não chamar a atenção. O silêncio e a calma são essenciais. Há relatos de que, durante o ataque a mesma escola, professores realizaram esse procedimento e salvaram a vida de muitos alunos.
● Somente em último recurso e em caso de iminente perigo é que se deve tentar ATACAR o atirador.
Quando a polícia chegar: 
1. Não grite, nem aponte 
2. Siga o caminho indicado pela polícia
3. Lembre-se os primeiros policiais a chegarem não devem parar e socorrer os feridos e sim conter o atirador para que não prejudique ainda mais pessoas. 
A equipe de resgate e os medicos entrarão em seguida
4. Os policiais seguirão para o local dos disparos, não bloqueie a passagem. 
5. Siga as orientações que forem passadas pelos policiais.
6. Mantenha as mãos para o alto com os dedos abertos;
7. Evite movimentos rápidos ou bruscos em direção aos policiais;
8. Não segure nos policiais e não toque neles.
9. Você será mantido em um local seguro até que a situação esteja sob controle e todas as testemunhas tenham sido identificadas e questionadas.
O que NÃO PODE ser feito: 
● Nunca acione o alarme de incêndio. Se quiser alertar, grite: "atirador".
● Nunca use elevadores, mas sim as escadas das saídas de emergência, onde é possível identificar o barulho dos disparos. Pule pela janela, caso esteja em andares baixos. 
● Não tente se envolver com o atirador, nunca pergunte o que ele está fazendo, nunca implore por sua vida falando sobre sua família. Essa conduta não se mostrou eficaz em lidar com atiradores. Não tente conversar. Em casos extremos 
- é melhor lutar, ferir o atirador no rosto, nos olhos, nos ombros, no pescoço ou nos braços, de modo que seja mais provável que solte a arma.
Para que isso seja possível, as escolas precisam trabalhar com seus alunos, professores, pais e comunidade em geral a cultura da paz, oportunizando a todos, experiências significativas de amorosidade, tolerância, respeito às opiniões divergentes.
Não pode dar lugar a cultura do ódio, ao bulyng e à todo tipo de discriminação, promovendo um ambiente acolhedor e seguro.
É necessário promover um projeto onde se trabalhe as competências sociomorais e socioemocionais desde a mais tenra idade.
Sabemos que a escola tem como objetivo complementar a educação que a criança recebe em casa e promover o desenvolvimento das competências e habilidades de seus alunos, porém, neste momento, se faz necessário uma força tarefa entre pais, escola e comunidade para desenvolver na sociedade estas competências. 
Pedagogas Responsáveis: Aguila Maria C.C.Machado, Maria José da Silva Moraes e Nilcéia Cirto Gomes.

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