23/02/2024 às 12h06min - Atualizada em 27/02/2024 às 00h10min

67% dos colaboradores na América Latina dizem que os benefícios das empresas não atendem às suas necessidades, revela pesquisa

Estudo, que ouviu mais de três mil profissionais em seis países, também traz informações sobre a sensação de pertencimento e engajamento nas companhias

Redação
Divulgação
A Betterfly, primeiro unicórnio social da América Latina, em parceria com a Criteria, realizou o primeiro raio-X do engajamento organizacional na América Latina, o Betterwork. Segundo a pesquisa, 62% dos colaboradores da América Latina consideram que os benefícios oferecidos pela empresa não atendem às necessidades das suas famílias. Foram ouvidos três mil homens e mulheres, de 18 a 65 anos, que trabalham em empresas com 100 ou mais funcionários, na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru.

O relatório ainda revelou que 67% dos entrevistados acreditam que os benefícios entregues pela sua empresa não atendem às suas necessidades e 61% classificaram que esses auxílios não melhoram a sua qualidade de vida. Menos de 20% dos colaboradores usam, de fato, seus benefícios.

De acordo com João Kohn, diretor geral da Betterfly no Brasil, isso acontece porque a oferta ainda é feita de forma rígida, sem ouvir seus colaboradores e, muitas vezes, o pacote de benefício é mal comunicado, o que resulta em baixa valorização e no pouco uso do que é ofertado. 

“Sempre trabalhamos ouvindo as dores do RH. A pesquisa em questão foi ouvir o outro lado, as pessoas colaboradoras. As empresas ainda oferecem benefícios tradicionais, engessados, quando hoje temos times diversos e de gerações distintas, com desejos distintos, no mesmo ambiente de trabalho. Acaba sendo um budget mal utilizado, causando frustração para os dois lados”, explicou o executivo, que ainda completou “Quando a companhia migra para um sistema que permite uma flexibilidade essa percepção muda radicalmente. Eu, como RH, consigo mostrar valor para aquele colaborador, consigo mostrar que estou pensando nele, como cidadão, no que ele gostaria e quer receber como benefício. Isso agrega valor e melhora o sentimento de pertencimento daquele profissional”, revela o executvo

Kohn ainda explica que a relação entre retenção de talentos e a experiência do colaborador na empresa está cada vez mais ligada uma na outra.  “Depois da pandemia, as empresas perceberam que o cuidado com o time deixou de ser algo “legal de se ter” para “precisamos ter”. Esse fator, aliado à livre escolha da pessoa de como usar o seu benefício, faz com que os colaboradores entendam que a empresa, de fato, pensa na qualidade de vida, e na saúde, dele e de sua família”.

Trazendo para o cenário brasileiro, percebe-se que a população é a mais crítica e que procura se informar mais sobre os benefícios que a empresa proporciona. O que, segundo o diretor da Betterfly, transfere ao setor de Recursos Humanos uma grande responsabilidade. “As pessoas se tornaram o centro da conversa e as empresas entenderam que é preciso projetar a experiência do colaborador”.


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