03/03/2023 às 11h43min - Atualizada em 04/03/2023 às 00h04min

ANEC e ANEA promovem 15º Previsão de Safra em Brasília

ANEC e ANEA promovem 15º Previsão de Safra em Brasília

SALA DA NOTÍCIA ADS Comunicação Corporativa
Foto divulgação - Anec - Sérgio Mendes, diretor geral da ANEC
Ocasião contou com painel sobre sustentabilidade e a apresentação de dados exclusivos sobre a previsão de safra de soja, milho e algodão 
 

Aconteceu na quarta-feira (dia 1º), o 15º Previsão de Safra, encontro promovido pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), em Brasília (DF). O evento reuniu cerca de 100 pessoas, entre representantes dos players exportadores de grãos, governo e entidades do agro, produtores e a imprensa para acompanharem um painel sobre sustentabilidade, tema de ampla relevância para o setor, com a presença da ilustre ex-ministra do Meio Ambiente, Izabella Mônica Vieira Teixeira, e do coordenador de pesquisas no Mato Grosso do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Richard Smith, além da apresentação de dados em primeira mão sobre as expectativas para as safras de soja, milho e algodão.

Na abertura do evento, Sérgio Mendes, diretor geral da ANEC, fez um agradecimento ao Ministério da Agricultura, Pecuário e Abastecimento (Mapa), à Embrapa e aos presentes. 

Impactos das mudanças climáticas nas lavouras

Smith apresentou o tema “riscos e soluções climáticas para a agricultura brasileira” fazendo um importante alerta. Segundo ele, a cada relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, conhecido como IPCC, os impactos das mudanças climáticas ao redor do globo se tornam mais intensos, acima das expectativas dos cientistas. Evitar o aumento médio da temperatura do planeta acima em 1,5 Cº é a meta para conter eventos climáticos ainda mais extremos. E isso requer cortes drásticos nas emissões de dióxido de carbono (CO2).

Ele mostrou um balanço sobre o contexto do Brasil nas emissões dos gases do efeito estufa na qual 49% destas emissões estão relacionadas ao uso da terra, 25% agropecuária, 18% energia, 8% aos resíduos e processos industriais. “No Brasil, o maior desafio está relacionado ao uso do solo. A janela de tempo para a redução de CO2 está se fechando. Existem estimativas que apontam que, se nada for feito até 2030, esse será um caminho sem volta”, afirmou.

Entre os eventos climáticos que o País tem enfrentado, ele citou a questão da estiagem no Rio Grande do Sul, que se torna um problema não somente para a agricultura, mas também para a sobrevivência de animais e das comunidades na região. No Mato Grosso, o IPAM realiza pesquisas sobre a relação da floresta e a produtividade na agricultura. “Foi constatado que 30% das fazendas já estão fora do espaço climático ideal para a máxima produtividade”.

Por sua vez, a ex-ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que todos os desafios enfrentados pelo mundo passam por soluções em que o Brasil é provedor. E essa é uma discussão de todos. “A dimensão do risco climático na estabilidade do sistema econômico internacional, em novos caminhos de comércio internacional e, mais do que isso, nas relações entre países não se circunscrevem somente nas relações entre governos. A cooperação internacional no mundo passa pelos senhores, pelos setores privado e financeiro, pela sociedade civil e filantropia internacional”.

Izabella reforçou a importância do Brasil frente ao grande desafio da segurança alimentar de mais de 10 bilhões de pessoas ao redor do globo e complementou a fala de Smith pontuando que a frequência cada vez maior de eventos climáticos extremos determina incerteza e risco. “A discussão agora é o quanto vai continuar a ser competitivo e o quanto o Brasil será capaz de oferecer soluções”.

Safra histórica

Na ocasião, André Pessôa, presidente da Agroconsult, apresentou em primeira mão dados sobre as expectativas para as safras de soja, milho e algodão. A consultoria estima que a produção agrícola na América do Sul alcance 315,5 milhões de toneladas em 2022/23 ante 227,6 milhões de toneladas em 21/22.

Soja

Para a soja, a expectativa é de um crescimento bastante significativo sobre o ciclo anterior, que leve as lavouras a um patamar de produção recorde de 153 milhões de toneladas na safra 2022/23, ante 129,2 milhões de toneladas. Pessôa destacou que, neste temporada, a expectativa é que a principal região produtora do grão no País, o Mato Grosso chegue a 63,5 sacos por hectare e há algumas variedades novas com desempenho espetacular.

Milho

Para o milho, a consultoria estima uma safra de 128,5 milhões de toneladas para o ciclo 2022/23, representando um aumento de 8,6% frente aos 118,3 milhões de toneladas em 2021/22. “Do volume total, 80,5 milhões de toneladas deverão ser destinados ao consumo doméstico e uma exportação espetacular prevista de 53,2 milhões de toneladas”, disse Pessôa.

Algodão

De acordo com a Agroconsult o plantio do algodão ocorreu mais acelerado nesta temporada. O excesso de chuvas acelerou as lavouras no início do desenvolvimento em Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. “Estimamos uma safra de 3,04 milhões de toneladas para o milho brasileiro para o ciclo 2022/23, 20% maior do que a verificada no ciclo anterior, quando tivemos uma safra de 2,52 milhões de toneladas”. 


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