29/01/2024 às 17h22min - Atualizada em 30/01/2024 às 00h01min

Como o país e a cultura da empresa influenciam a inovação?

*Por André Scherer, head de inovação e startups da Vellore Ventures

NB Press
Vellore Ventures

As empresas precisam compreender a dinâmica local e se adaptar à cultura predominante para implementar processos inovadores. Em países desenvolvidos, essa ação é mais avançada, sendo estudada e aplicada desde as fases iniciais da operação. Já nas nações menos desenvolvidas, tudo ocorre de forma mais lenta e gradual. Trata-se de um trabalho que requer paciência e cuidado.  

 

Empresas mais abertas e flexíveis tendem a ser mais propensas a assumir riscos, o que demonstra disposição para explorar maior número de startups e acessar diversos mercados. Por outro lado, organizações mais tradicionais adotam uma cultura de investimento focada em teses estrategicamente alinhadas ao seu núcleo de negócios. Os valores sociais da empresa ou do país também desempenham papel significativo. Certos mercados podem ser excluídos devido à contradição com os padrões culturais, resultando em lacunas que impedem a criação de boas oportunidades. 

 

A inovação deve ser tratada como uma prioridade estratégica. A abordagem envolve a definição de pilares distintos, distribuídos em áreas específicas, além de parcerias com empresas consolidadas em mercados paralelos ou financeiros. Esse movimento deve se voltar a teses bem definidas, com flexibilidade na formação de parcerias e no desenvolvimento de serviços.  

 

Já em relação aos desafios, é preciso avaliar diferentes períodos e expectativas. Em curto prazo, os obstáculos estão ligados aos resultados e à experiência do cliente, especialmente em um mercado altamente exigente e dinâmico. Inovar requer investimentos e, quem investe, busca retorno. Porém, os ganhos geralmente não são imediatos, o que pode gerar desconforto entre stakeholders. Em médio e longo prazo, o tempo de implementação dos projetos pode ser afetado por interferências de outras áreas, a menos que haja alinhamento dentro da estratégia entre líderes e colaboradores.  

 

Fato é que, antes de transformar processos dentro das empresas, em qualquer lugar do mundo, é preciso estabelecer uma cultura inovadora que envolva todas as partes interessadas para, então, moldar-se às especificidades de cada local. E isso leva tempo. Portanto, uma das alternativas é buscar consultorias experientes na área, tendo em mente sempre que a inovação demanda esforço total e contínuo.  

 

*André Scherer é head de inovação e startups da Vellore Ventures, braço de inovação do Grupo Vellore. 

 

Sobre a Vellore Ventures 

A Vellore Venture é o braço de inovação do Grupo Vellore. Com foco no mercado matcon, a empresa paranaense é responsável pelas marcas Foxlux e Famastil, grandes players em importação e comercialização de produtos de iluminação, materiais elétricos, ferramentas de construção, jardinagem e linha agrícola. A companhia anunciou sua entrada no universo da inovação e startups por meio de uma parceria com a FCJ Venture Builder, multinacional líder em venture building. 

 


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