13/05/2024 às 12h22min - Atualizada em 14/05/2024 às 00h08min

Data definida para o ENEM 2024: confira quais são os 10 erros ortográficos mais comuns e como evitá-los na prova

Entenda a diferença entre ‘mal’ e ‘mau’, ‘mas’ e mais’ e outras armadilhas da Língua Portuguesa e prepare-se para o Exame, que será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro de 2024

DENISE FREIRE
Gotcha

Atualmente, há diversos corretores ortográficos para revisar textos digitalizados, sugerindo a grafia correta das palavras, quando encontram algum erro. Esse recurso digital sem dúvidas facilita a escrita no ambiente online, mas o que fazer em momentos em que é necessário encarar desafios como provas que devem ser feitas manualmente, apenas com a caneta no papel, como na prova do Enem?

O Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, é a porta de entrada de milhões de brasileiros para a faculdade e a redação que o integra equivale a 20% da nota final. A pontuação máxima da redação é de 1000 pontos, os quais se baseiam em cinco competências analisadas, dentre as quais está o domínio da escrita formal da Língua Portuguesa, sendo que apenas a ortografia equivale a 200 pontos.

O conceito de ortografia diz respeito à forma como as palavras são escritas, ato que muitas vezes reflete o hábito de leitura e prática de escrita. Ou seja, quanto mais você ler e escrever, melhor será seu desempenho, isso porque a Língua Portuguesa tem particularidades que podem confundir e, ao ter acesso frequente a elas, o indivíduo pode evitar descuidos.

O erro ortográfico refere-se a equívocos na forma de escrever uma palavra, como trocar letras, usar acentos de forma inadequada ou cometer erros de pontuação. Por exemplo, escrever “mau” em vez de “mal” ou então “menos” em vez de "menos". Por isso, a Refuturiza, ecossistema de Educação e Empregabilidade, reuniu os erros ortográficos mais comuns para impedir que você se confunda e, assim, possa acrescentar mais pontos à sua nota no Enem.
 

  1. Mas x Mais

“Mas” e “mais” são palavras homófonas, o que significa que elas têm pronúncias semelhantes, mas significados e usos diferentes.

“Mas” é uma conjunção adversativa, usada para contrastar duas ideias ou expressar uma oposição entre duas partes de uma frase, assim como “porém” e “entretanto”.

“Mais” é um advérbio de intensidade ou quantidade, indicando um aumento ou acréscimo. Também pode funcionar como um adjetivo quando se refere a algo que é adicional ou extra.

Exemplos:
Eu preciso treinar mais, mas estou sem tempo.
Eu gostaria de mais sorvete, por favor.
Gosto de assistir à televisão, mas prefiro ler livros.
 
  1. Menos x Menas

“Menos” é um advérbio de quantidade ou advérbio de intensidade usado para indicar uma quantidade menor em relação a algo ou uma comparação negativa. Por ser advérbio, é uma palavra invariável, ou seja, que não varia em gênero e número, ou seja, entre feminino e masculino, nem singular e plural.

Já “menas” é uma palavra que não existe na Língua Portuguesa, sendo um erro ortográfico comum. Por isso, exclua essa palavra do seu vocabulário.

Exemplos:
Tinha menos carne do prato dele do que no meu.
Ela tinha menos moedas do que o necessário para pegar o ônibus.
Estou menos ansiosa hoje do que ontem.
 
  1. “Meia” x “Meio”

“Meia”, na Língua Portuguesa, é uma palavra que possui dois significados. É um substantivo feminino que se refere a uma peça de vestuário que cobre parte do pé e da perna, usada geralmente em pares. É também um numeral fracionário, representando a metade de algo. Por exemplo, “meia hora” significa 30 minutos, “meia dúzia” representa seis unidades de algo.

Exemplos:
Eu preciso comprar alguns pares de meia.
Que horas são? São meio-dia e meia.

“Meio” pode ser um substantivo ou um advérbio, e seu significado varia de acordo com o contexto. Como substantivo, pode se referir a uma parte, a uma porção ou a uma condição intermediária entre dois extremos. Como advérbio, indica uma condição ou estado incompleto ou impreciso.

Exemplos:
Estamos no meio da rua.
Ele está no meio de uma crise.
Ela está meio cansada.
A situação está meio complicada.
 
  1. “Agente” x “A gente”

“Agente” é um substantivo que se refere a uma pessoa que executa uma ação ou desempenha uma função específica. Por exemplo, um agente pode ser um intermediário em negociações, um representante de uma empresa ou uma pessoa encarregada de realizar uma tarefa, como um agente secreto.

Já “a gente" é uma expressão informal usada como sinônimo do pronome “nós” na linguagem cotidiana.

Exemplos:
João passou no concurso e agora ele é agente comunitário.
A gente vai prestar o concurso de agente de trânsito.
Maria, você quer ir ao cinema com a gente?
 
  1. “Mal” x “Mau”

“Mal” e “mau” são palavras homófonas, ou seja, têm pronúncias semelhantes, porém são escritas de forma diferente e possuem significados distintos.

“Mal”, com a letra L no final, pode ser um advérbio, um substantivo ou uma conjunção. Como advérbio, é usado para indicar maneira inadequada, modo negativo, falta de habilidade ou malevolência. Como substantivo, pode significar algo prejudicial, doença ou mal-estar. Como conjunção, significa “assim que”, “quando” ou “logo que”.

Exemplos:
Ela falou mal de você.
O mal que isso causou foi imenso.
Mal chegou ao cinema, ela já passou mal.
A depressão é um dos males do século.

“Mau” é um adjetivo utilizado para descrever algo ou alguém que é ruim, maligno, nocivo, de má qualidade ou com más intenções.

Exemplos:
Ele é um mau aluno.
Aquela atitude foi muito .

Uma dica para acertar sempre é: “mal” é antônimo de “bem”, enquanto “mau” é antônimo de “bom”.

Exemplos:
Ela acordou de mau humor. (Ela acordou de bom humor)
Comer ultraprocessados faz mal. (Comer ultraprocessados faz bem)
 
  1. “Sobre” x “Sob”

“Sobre” é uma preposição que indica posição ou localização superior, algo que está em cima de outra coisa. Pode também ser usada para indicar assunto, tema ou tópico de conversa, sendo sinônimo de “a respeito de”.

“Sob” também é uma preposição, mas indica posição ou localização inferior, algo que está embaixo ou por baixo de outra coisa.

Exemplos:
O livro está sobre a mesa (indica a posição = em cima).
O cachorro está sob a cama (indica a posição = embaixo).
Vamos conversar sobre o projeto (indica o tema da conversa = a respeito de).
 
  1. “Em cima” x “Embaixo”

“Em cima” é escrito separado, enquanto “embaixo” se escreve junto. Aqui vale uma dica: faça um V de vitória com os dedos indicador e médio. Assim como as palavras, em cima os dedos estão separados, já embaixo eles estão juntos.

Exemplos:
O cachorro estava em cima da cama.
O gato se escondeu embaixo do sofá.
 
  1. “Nada a ver” x “Nada haver”

“Nada haver” é uma expressão incorreta em português. O correto é “nada a ver”, expressão que significa que algo não tem relação ou conexão com outra coisa.

Exemplos:
Isso não tem nada a ver com o que estamos discutindo.
Essa blusa não tem nada a ver com essa calça.
 
  1. “Há” e “a”

O som é o mesmo, mas a grafia não, assim como o significado.

“Há” é uma forma do verbo “haver” conjugada na terceira pessoa do singular do presente do indicativo e é utilizada para indicar a existência de algo no passado.

“A” é um artigo e também uma preposição, sendo utilizada para indicar direção, ponto de partida, localização, tempo, entre outros.

Exemplo:
muitos anos, ele vive no exterior.
Ela irá viajar para o exterior daqui a três dias.
várias opções disponíveis.
A roupa de mergulho está disponível para aluguel.
Prefiro ir a pé.
Ele saiu a correr.

Dica extra: nunca use “há” e “atrás” na mesma frase. Escolha apenas uma das duas formas.

Exemplos:
Há dois dias eu fiz uma compra on-line.
Dois dias atrás eu fiz uma compra on-line.
 
  1. “Perca” x “Perda”


Embora sejam palavras relacionadas, “perca” e “perda” têm significados diferentes na língua portuguesa.

“Perca” é a forma verbal do verbo “perder”, sendo usada para expressar uma possibilidade, desejo ou sugestão em relação à ação de perder algo.

“Perda” é um substantivo que se refere ao ato ou efeito de perder algo, ou ao que é perdido. É utilizado para descrever a ausência ou a privação de algo valioso, seja físico, emocional ou material.

Exemplos:
Espero que ele não perca o ônibus.
É importante que você não perca essa oportunidade.
A morte dela foi uma grande perda para a família.
O mercado financeiro sofreu uma perda significativa este mês.

Bônus: “Seje”

“Seje” é uma forma incorreta de escrever a palavra “seja” em português.

A palavra “seja” é uma forma do verbo “ser” conjugado na terceira pessoa do singular do presente do subjuntivo. Ela é utilizada para expressar possibilidade, desejo, suposição, entre outros significados.

Exemplos:
Espero que ela seja bem-sucedida na prova do Enem.
Não importa o que aconteça, seja sempre verdadeiro consigo mesmo.

Evitar esses erros ortográficos pode fazer toda a diferença na elaboração da redação do Enem, contribuindo para uma melhor compreensão do texto e, consequentemente, uma avaliação mais positiva por parte dos avaliadores. Lembre-se também de que revisar o texto que você escreveu é essencial no processo de escrita e contribui para não deixar nenhum erro passar. Aprenda mais com o Curso de Redação e com o Preparatório para o Enem, da Refuturiza.


 

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DENISE DE OLIVEIRA FREIRE
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