29/04/2024 às 15h27min - Atualizada em 29/04/2024 às 20h06min

Campeã do Remo, Claudia Alencar criou instituição para alertar sobre os efeitos das mudanças climáticas no esporte

Com o Instituto Esporte pelo Planeta, a ativista propõe ações de educação ambiental e mais práticas esportivas para tornar a população mais resiliente aos impactos

Oboé Comunicação Corporativa
Assessoria de Imprensa Trevisan
Arquivo pessoal_Claudia Alencar
Ex-atleta da seleção brasileira de remo e de polo aquático, Claudia Alencar vê o esporte como um importante aliado no combate e no enfrentamento das mudanças climáticas. Ao lado de sua irmã, Kátia Alencar, a ativista criou, em 2022, o Instituto Esporte pelo Planeta (IEP) para desenvolver ações de educação ambiental integradas a práticas esportivas. “A maioria dos esportes precisa da natureza para existir, por isso é necessário ter um olhar atento para as questões ambientais”, diz.

O esporte sofre as consequências das mudanças climáticas em vários sentidos, ao mesmo tempo em que contribui para o aquecimento global, com as emissões de gases de efeito estufa (GEE) nas atividades ligadas às práticas esportivas, principalmente nos grandes eventos. “Por isso a necessidade de todos os gestores entenderem, darem a devida importância para essa questão, além de se responsabilizarem por seus atletas”, diz Claudia, que é formada em Gestão e Marketing Esportivo pela Trevisan Escola de Negócios, instituição que forma há mais de 20 anos profissionais para a indústria esportiva.

“Há um aumento de atletas que sofrem lesões devido à exaustão por calor intenso, a onda de calor também tem mudado horários de competições e infraestruturas estão sendo danificadas devido às altas temperaturas, por exemplo. Por isso, é importante trabalhar com planos de ação climática para tentar minimizar os impactos”, explica.

Em outra frente, o Instituto também pretende realizar ações com populações marginalizadas e de vulnerabilidade social, promovendo ações de educação climática com crianças e adolescentes. O objetivo é mostrar, por exemplo, a importância da conservação dos manguezais, responsáveis por captar cinco vezes mais CO2 da atmosfera do que as florestas.

Também realizam iniciativas para a prática de atividades, em especial esportes náuticos. “Além de ser uma ferramenta de aprendizado, é preciso que as pessoas entendam o quanto o esporte torna a pessoa mais resiliente aos eventos climáticos”, esclarece.

Pegada Zero
O Instituto Esporte pelo Planeta oferece, ainda, a possibilidade de atletas, instituições esportivas e empresas calcularem e compensarem sua pegada de carbono acessando a calculadora disponível em seu site, construída a partir da ferramenta do Programa Brasileiro GHG Protocol.
A calculadora é uma parceria com a Carbonext, empresa que desenvolve projetos de geração de créditos de carbono, gerenciando todas as etapas dos projetos REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal).

Também recebe uma pequena parte dos recursos obtidos a partir de intermediações que faz junto à Carbonext e empresas que desejam neutralizar sua pegada de carbono ou com proprietários de terra que querem gerar créditos. “São contratos de 30 anos e, durante esse período, recebemos créditos de carbono que podemos vender no mercado voluntário para nos ajudar no desenvolvimento dos projetos do Instituto”, destaca.

Com esse feito, o IEP foi o primeiro instituto esportivo do mundo a receber recursos da "floresta amazônica preservada”.

Transição de carreira
Ao lado de sua irmã, Claudia foi a primeira mulher a representar o Brasil em competições internacionais de remo, como o Campeonato Mundial na Alemanha, em 1998, e os Jogos Panamericanos em Winnipeg (Canadá), em 1999. Quando decidiram parar, em 2012, a única certeza era que queriam se aventurar no 3º Setor, unindo esporte, educação e meio ambiente.

Claudia é graduada em Marketing. Em 2012, decidiu fazer pós-graduação em Gestão e Marketing Esportivo pela Trevisan Escola de Negócios. Também tem MBA em Marketing pela FGV e Mestrado em Gestão Esportiva pela Universidade do Porto. “O networking e o ambiente de conhecimento proporcionados pela faculdade foram muito importantes na minha trajetória. Tenho colegas de classe da Trevisan que tenho contatos até hoje e que me motivam e me mostram que estou no caminho certo”, finaliza.
 
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