26/04/2024 às 15h05min - Atualizada em 28/04/2024 às 00h01min

Mais da metade das organizações brasileiras planeja aumentar investimento em design de software centrado no ser humano no próximo ano

Pesquisa da Progress com mais de 700 profissionais de tecnologia em todo o mundo discute a importância crescente do design centrado no ser humano como um meio de promover práticas comerciais inclusivas

Redação
Progress / Divulgação

São Paulo, abril de 2024 — Progress (Nasdaq: PRGS), fornecedora confiável de software de infraestrutura, anuncia os resultados de sua pesquisa global "Human-Centered Software Design: A State of the Marketplace Report". Patrocinada pela Progress e conduzida pela empresa de pesquisa independente Insight Avenue, o estudo é baseado em entrevistas com mais de 700 desenvolvedores de aplicações e tomadores de decisão de TI em todo o mundo. O objetivo é oferecer insights sobre as abordagens e os níveis de maturidade das empresas na criação de aplicações centradas no ser humano em meio à crescente importância da acessibilidade.

O desenvolvimento centrado no ser humano refere-se à criação de aplicações e sites que sejam fáceis e confortáveis de navegar em uma comunidade diversificada de usuários. Eles devem atender às necessidades específicas das pessoas, incluindo aquelas com diferentes habilidades, dados demográficos e fatores de personalidade, bem como diversos idiomas e origens culturais, entre outros. Com a União Europeia e os Estados Unidos introduzindo legislação para que as empresas ofereçam acesso igualitário a serviços digitais para todos e uma cultura socioeconômica orientada por práticas recomendadas inclusivas, a ausência de ação não é mais uma opção.

No Brasil, a pesquisa revela que 92% dos entrevistados acredita que as organizações têm a responsabilidade social de criar softwares centrados no ser humano, 59% concordam que a criação de aplicações centradas no ser humano é uma necessidade importante e planejam investir nesta abordagem nos próximos 12 a 18 meses. Já em relação ao mercado, 61% deles acreditam que o setor precisa incentivar mais a aceitação da tecnologia e explorar qual seria o modelo ideal de design focado no ser humano e na acessibilidade.
 
Entre as principais ações para entender as necessidades e os comportamentos dos usuários e criar aplicações acessíveis, os respondentes brasileiros afirmaram que estão testando propriedades digitais para garantir as principais acessibilidades em suas aplicações (77%), melhorando sua capacidade de agir rapidamente em quaisquer mudanças necessárias (65%), e trabalhando com equipes multidisciplinares para combater o enviesamento e incentivar a reflexão sobre as hipóteses no início do processo (47%).
 
“Os resultados da pesquisa mostram uma crescente conscientização e comprometimento das companhias com a criação de softwares que atendam às necessidades e expectativas dos usuários, além de promoverem a inclusão e a acessibilidade digital. Isso sugere uma mudança positiva em direção a uma abordagem mais centrada no ser humano no desenvolvimento de tecnologia no Brasil”, analisa Francisco Larez, vice-presidente da Progress para América Latina e Caribe.
 
No universo global, o relatório indica que apesar de quase todas as organizações participantes da pesquisa reconhecerem a importância do desenvolvimento de aplicações centradas no ser humano, existe uma grande disparidade entre intenção e ação. Entre os entrevistados, 98% afirmaram que isso era importante, mas apenas 34% estão abordando a questão por meio de ferramentas, treinamento e políticas. Como barreiras, eles mencionaram a velocidade do desenvolvimento e, ao mesmo tempo, o atendimento às demandas dos clientes (42%), a complexidade e a falta de agilidade (41%) e a falta de habilidades internas (29%).
 
Outros achados mostram que:
 
●     76% dos entrevistados consideram a criação de aplicações centradas no ser humano mais importante do que há dois anos, impulsionados por uma combinação de considerações comerciais e mudanças culturais;
●      56% afirmaram que essa é uma necessidade importante e planejam investir nesta abordagem nos próximos 12 a 18 meses;
●      86% disseram que é mais difícil adaptar a inclusão e a acessibilidade às aplicações existentes do que incluí-las em novas desde o início;
●      Estima-se que, em média, apenas 59% das aplicações atuais das organizações pesquisadas atendem aos requisitos de acessibilidade;
●      97% dos pesquisados estão enfrentando desafios de adoção da centralização no ser humano.
 
Globalmente, os dados também mostram que as organizações estão ficando para trás em relação aos concorrentes devido à confusão em torno das ferramentas e dos processos necessários para criar proativamente um design centrado no ser humano. Várias soluções de ferramentas foram mencionadas pelos entrevistados da pesquisa, incluindo IA e aprendizado de máquina, chatbots, tecnologia assistiva para deficiências motoras, verificação de contraste de cores e muito mais. Além disso, para avançar ainda mais, as organizações precisam de treinamento, colaboração aprimorada e abordagens econômicas. Elas precisam identificar e trabalhar com parceiros e fornecedores que priorizem protocolos e métricas essenciais sobre inclusão e acessibilidade.
 
"Criar experiências digitais centradas no ser humano significa personalizar as experiências e adaptá-las às pessoas e ao seu contexto, para que sejam o mais relevantes possível. Significa também tornar essas experiências acessíveis a uma gama mais ampla de pessoas com uma gama mais ampla de necessidades e habilidades", destaca Loren Jarrett, EVP & GM, Digital Experience, Progress. "Na Progress, estamos comprometidos em ajudar as organizações a investir proativamente na construção de produtos digitais mais inclusivos, contextuais e personalizados."
 
A pesquisa “Human-Centered Software Design: A State of the Marketplace Report" foi realizada em 13 países da América do Norte, América Latina, Europa e Ásia. O relatório completo e as conclusões podem ser encontrados aqui.

 
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