26/04/2024 às 06h37min - Atualizada em 27/04/2024 às 00h05min

Salvemos as nascentes

Mudanças Climáticas

José Renato Nalini é Secretário Executivo das Mudanças Climáticas de São Paulo
Domínio Público
             São Paulo já foi uma cidade com água abundante. Os jesuítas que vieram criar uma nova civilização no planalto de Piratininga, impressionaram-se com a existência de grandes rios e de centenas de córregos, riachos e outros cursos d’água.
            O que fizemos a partir de 1554? Canalizamos os rios e sepultamos os seus afluentes, para construir uma conurbação asfáltica, priorizando os veículos automotores. Em 2014, enfrentou-se grave crise hídrica. Se outra vier, será mais séria ainda.
            E não é muito remota essa hipótese. As últimas nascentes que abastecem a represa de Guarapiranga, da qual 30% da população paulistana se serve para sobreviver, estão sendo dizimadas por uma crescente ocupação de áreas insuscetíveis de utilização para moradia. São glebas destinadas à preservação ambiental, essenciais para que as nascentes não desapareçam.
            Uma ideia seria a “adoção afetiva” dessas nascentes por parte de empresas, entidades, instituições financeiras, clubes, igrejas, Universidades, consulados, até por pessoas físicas. O que interessa é fazer com que elas não sejam extintas. Se isso acontecer, São Paulo vai padecer de falta d’água. Ninguém quer que isso aconteça.
            Outras ideias também são bem vindas e a Secretaria Executiva das Mudanças Climáticas está à disposição dos interessados em discutir as opções. E devem estar empenhados nisso todos aqueles que pretendem a continuidade da experiência humana sobre o planeta, com a garantia de vida saudável e digna para as futuras gerações.


 
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