26/03/2024 às 16h05min - Atualizada em 27/03/2024 às 00h01min

De 1.222 mil universitários, apenas 4,8% projetam trabalhar na empresa familiar, segundo levantamento apresentado no evento Summit da Atlas

Evento promovido pela Atlas, no Uruguai, reu do setor de materiais de construção da América Latina para falar sobre sucessão familiar e perpetuidade dos negócios

Patrícia de Siqueira Lima
Divulgação/ Apresentação do Diretor Geral da Atlas, Márcio Atz
Uruguai, março de 2024. Reunindo os maiores líderes familiares no atacado e varejo do setor de materiais de construção do Brasil e do Uruguai, Costa Rica, Panamá, República Dominicana e Líbano, o evento “Summit: Líderes de Famílias Empresariais” foi promovido pela Atlas, referência em produtos para preparação, pintura e acabamento de superfícies, entre os dias 11 e 14 de março no Hotel Enjoy, na Praia Mansa, no Uruguai.
Com o apoio do Ministério de Cultura do Uruguai, o evento teve como objetivo reunir as grandes lideranças da América Latina para conexões, troca de conhecimentos e ampliar o conhecimento cultural destas empresas.
Conseguimos provocar os líderes para que pudessem fazer uma análise em diversos requisitos. Refletir com detalhes os modelos de sucessão familiar, desafios financeiros e tecnológicos, além de promover um networking qualificado e a troca de conhecimentos durante todo o evento”, explica Márcio Atz, Diretor Geral da Atlas.
Representando o Grupo Inbetta que hoje possui mais de 3.000 profissionais, e produz com suas quatro indústrias mais de 5 mil tipos de produtos, presentes em mais de 50 países, estavam Victor Bettanin, Gerente de Divisão, acompanhado por Eduardo Bettanin, Presidente.
“Aqui na Inbetta temos um programa de sucessão familiar muito claro e definido. Os sucessores sempre sabem que existe um momento certo para fazer a transição. Durante a passada de bastão sempre surgirão dúvidas do futuro, mas isso é normal. No entanto, cabe aos pais perceberem as inseguranças e as vontades dos filhos, além do incentivo e também olhar analítico para o (a) filho (a) que ocupará seu lugar”, reforça Eduardo Bettanin, da segunda geração.
Por outro lado, Victor, que está na terceira geração familiar, acredita que alguns pontos são importantes durante a sucessão: “Na Inbetta, por exemplo, todos nós que somos da família e fazemos parte do grupo viemos por espontânea vontade, nada de pressão. Portanto, ter vontade e força de vontade para fazer acontecer são, sem sombra de dúvidas, importantes. Além disso, investir em certificações e cursos também ajudam na hora da sucessão.“
Com tema central ‘Desafios da Perpetuidade do Negócio e a sucessão familiar’, durante os encontros, os líderes puderam acompanhar palestras do ISE Business School, escola de negócios brasileira fundada há 28 anos e associada ao IESE, da Espanha, primeiro lugar no ranking de Programas Abertos de Educação Executiva do Financial Times.
Entre os principais destaques, está o levantamento internacional ‘Empreendedorismo jovem: insights de 50 países” realizado pela Guesss e divulgada na palestra de Carlos Folle, Professor de Gestão empresarial e Política Empresarial do IEEM, escola de negócios do Uruguai, e também professor do ISE, que mostra que apenas 4,8% dos universitários dos 122,000 entrevistados, projetam trabalhar na empresa familiar. O levantamento ainda mostrou que 8,8% dos estudantes gostariam de empreender e 38,2% esperariam para ter seu próprio negócio. “Hoje, as empresas familiares têm um tempo médio de duração: cerca de apenas 24 anos. O grande desafio é que estas empresas continuem seguindo e se fortalecendo no mercado”, explica.
Outro ponto importante durante a palestra foi a questão do vínculo familiar. Um erro muito comum neste tipo de negócio é a confusão que muitos pais acabam fazendo durante a gestão e sucessão familiar. “Existem pais que não entendem que alguns filhos não têm aptidão ou vontade de querer seguir no mesmo caminho que eles, colocando o futuro da empresa em perigo. É muito importante que os pais tenham sensibilidade e entendam qual é o melhor momento para fazer a sucessão. Se o filho não tem vontade de seguir a mesma carreira, hoje existem muitos profissionais qualificados no mercado. Agora, se o filho tem vontade de seguir a mesma carreira, investir em cursos preparatórios é essencial”, finaliza.
Os líderes ainda acompanharam a palestra do Professor Oscar Simões, Diretor acadêmico do ISE, que utilizou um case real para mostrar as variáveis de caixa, necessidades operacionais de fundos, investimentos e como conciliar estes aspectos com crescimento e financiamento visando longevidade e perpetuação dos negócios.

O futuro das empresas familiares
A tecnologia também foi pauta no Summit. A palestra ‘Transformação digital e longevidade do negócio: desafios e estratégias para o sucesso’, do Professor Ricardo Engelbert, do ISE, mostrou a importância da atualização das empresas para sistemas mais ágeis e tecnológicos para se manterem no mercado: “Muitas empresas ainda utilizam cadernos para deixar dados valiosos guardados. Quando falamos de transformação digital é algo que vai muito além do uso de redes sociais – estamos falando de tecnologia, mas também de pessoas e cultura empresarial”, complementa.
“Durante as palestras pude entender melhor em que nível estamos como empresa, principalmente em nosso projeto de sucessores. Percebemos também alguns aspectos que precisamos aplicar e melhorar. Foram conteúdos muito ricos de conhecimento”, comenta Vanderlei Miguel da Silva, Diretor-Executivo do Grupo Amarelinha Tintas.
Representando as mulheres presentes no Summit, Thais Bernardes, Diretora do Comercial e Marketing da Aliança Metalúrgica, acredita que o encontro gera infinitas possibilidades: “Olhando o evento, percebemos a importância da participação das mulheres no setor, principalmente na sucessão familiar feminina, que parte de filhas e netas de grandes líderes homens. No Summit tivemos a presença de diversas referências como a Lilian Vieira Esteves Lessa, Diretora da King Ouro e também a Mariana Morena, que é Gerente Regional de Vendas da Orion Distribuidora que potencializam esta ideia de seguir a frente de um negócio que  antes era liderado apenas por homens. No entanto, independente do sexo, o que precisamos olhar sempre para o negócio é a nossa capacidade de interagir e de negociar “, reforça.
O Summit contou com o apoio de grandes empresas do setor: Adere, Arcelormittal, Kapazi, Suvinil, Aliança Metalúrgica, Ilumi, Mundial Prime e Viapol.

Sobre a Atlas
A Atlas desenvolve negócios e produtos para pintura, construção e casa há 57 anos. Integrante da Holding InBetta, a empresa possui duas unidades fabris, uma em Esteio/RS (40 mil m2 e 550 colaboradores) e outra em Paulista/PE (30 mil m2 e 350 colaboradores), além dos centros de distribuição no RS, SP e PE. Na linha Atlas Pintura e Construção, o portfólio da empresa conta com mais de 1000 itens e na linha Atlas Casa o catálogo chega a 500 opções. Atualmente, a empresa exporta para mais de 50 países da América do Sul e América Central, além de alguns países na América do Norte, Europa e África. Presente em grande parte das lojas de materiais para construção, lojas, ferragens, home centers e lojas de tintas do Brasil e exterior, a Atlas é premiada frequentemente pela busca da qualidade no atendimento a seus clientes, distribuidores, atacadistas, varejistas e consumidores finais.

 
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